quarta-feira, 6 de abril de 2011

Coanoflagelado

Por: Adelaide

COANOFLAGELADOS

Reino: Protista
Sub-reino: Flagelados
Classe: Choanoflagellata
Família: Acanthoecidade

Características - pertencentes ao reino protista, possuem célula eucariótica, todos os orgânulos celulares e sua alimentação podem ser por absorção, ingestão ou fotossíntese. (Starter, pg. 318). No reino protista, pertencem ao filo dos Protozoários.

A classe dos coanoflagelados contém espécies muitas vezes incolor, de forma oval, possuem um único flagelo e este é rodeado na base por um colar composto por pseudópodes finos, formados por citoplasma. Muitas espécies estão envolvidas por uma carapaça de sílica compostos por hastes e tiras costal. (Throndsen, 1993 apud [1]); [3]. A maioria são sésseis, podendo apresentar pedúnculos, alguns formam colônias [3]. Uma fina envoltura envolve o corpo de certos gêneros, em outros existe a lórica [3]. Pertencentes ao nanoplanctons, são importantes pela ciclagem da matéria através da alça microbiana como herbívoros de bactérias autotróficas e heterotróficas do fitoplancton [4].

Reprodução - A maioria possui reprodução assexuada, por fição binária (Thomsen & Larsen, 1992 apud [1]).

Nutrição - A fagocitose é o modo aparente de nutrição (Laval, 1971; Leadbeater & Morton, 1974; Fenchel, 1982; Marchant, 1985; Sherr, 1988 apud [1]))Os alimentos ingeridos constituem-se, basicamente, por bactérias, algas nanoplanctônicas e detritos. [1].) Quando a atividade do flagelo por movimentos que criam uma corrente levando a bactérica em contato com o colar (do flagelo), estas passam gradualmente ao citoplasma pela porção bulbosa da célula, acabando nos vacúlos alimentares [3]; [4]. O flagelo está rodeado por um anel de tentáculos que serve como filtro de partículas de alimentos[4]. Os coanoflagelados também consomem partículas marinhas orgânicas de carbono, tornando-as disponíveis para os níveis mais altos da cadeia alimentar [4].

Os coanoflagelados na dinâmica trófica dos regimes aquáticos tem um papel de intermediário entre os produtores primários e do zooplâncton (Meyer & El-Sayed, 1983 apud [1]).

Distribuição geográfica - Os coanoflagelados encontram-se tanto em água doce quanto salgada, porém, tendem a localizar-se em águas claras [3].

ASPECTOS EVOLUTIVOS COM PORÍFERAS -
Entende-se que os aspectos evolutivos com poríferas podem ser identificados nas características morfológicas das células, ou seja, os coanoflagelados são unicelular, todavia podem viver em colônias, sendo algumas dessas sésseis, e sua alimentação dá-se por meio dos flagelos com conseqüente absorção do alimento. As esponjas apresentam as mesmas características, pois são sésseis, unicelular formando colônias, caracterizando-se como multicelular. Sua alimentação também se dá por meio dos flagelos que se encontram na extremidade da célula. As poríferas apresentam tubos e poros que permitem a passagem da água, fazendo com que os alimentos sejam por ali retidos.

Os coanoflagelados sésseis que se prendem por meio de um pedúnculo, parte de uma testa que tem uma forma aproximada de um vaso (figura 01) e estão compostos por bastões silicosos que são interconectados extracelularmente. Os indivíduos das formas planctônicas coloniais, como exemplo as espécies de Proterospongia são unidos por uma matriz extracelular gelatinosa (ou por seus colarinhos), podendo esta colônia adquirir a aparência de placa tendo todos os colarinhos e flagelos direcionados a partir do mesmo lado [8].

Neste sentido, os poríferos pertencem ao grupo dos protozoos, que formam colônias, são sésseis, alimentam-se pelos poros e por flagelos, idênticos aos coanoflagelados sésseis e que forma colônias.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

1] Soto-Liebe, Kátia; Collantes, Gloria; Kuznar, Juan. New records of marine choanoflagellates off the Chilean coast. Investigaciones Marinas.
vol.35 no.2 Valparaíso Nov. 2007. Acessado em 26/03/2011, as 19:04 hrs.

[2] STORER, Tracy I.; USINGER, Robert L.; STEBBINS, Robert C.; NYBAKKEN,
James W. (s.l) - Omega. (sd)

[3] MARSHAL, J. A.; WILIANS, W.D. Zoologia dos Invertebrados. 7ª. Ed. Vol.1. Barcelona : Editorial Reverte, 1985. ISBN 84.291.1822.0. (p.41). Acessado em 26/03/2011, as 20:30 hrs.

[4] Marli BergeschI, 1; Clarisse OdebrechtI; Øjvind Moestrup.
Choanoflagelados Loricados da zona costeira do Atlântico Sul (~32 ºS)
incluindo a descrição de Diplotheca tricyclica sp. nov. Biota
Neotropica. vol.8 no.4 Campinas Oct./Dec. 2008. acessado em 26/03/2011, as 22:37 hrs

[5] GARCIA DO PRADO, Luiz Alberto. Neuroanatomia - Tomo I. 2ª. Ed. Porto Alegre : EDIPUCRS, 2006. < http://books.google.com.br> Acessado em 27/03/2011, as 10:06 hrs.

[6] LERNER, Cléa; MOTHES, Beatriz; CARRATO, João L. Novos registros e ampliação de limites meridionais de distribuição de poríferos (Porifera, Demospongiae) no Atlântico sudoeste. Revista Brasileira de Zoologia. Vol. 22, nr. 3. Curitiba – jul/set. 2005. Acessado em 27/03/2011, as 10:22 hrs

[7] MELÃO, M. G. G; ROCHA, O. Ocorrência, Mapeamento e Biomassa instantânea de Metania spinata (Carter, 1881), Porífera, Metaniiedae, na Lagoa Dourada (Brotas, SP, Brasil). Acta, Limnológica Brasiliensia, vol. 8, 1996, 65-74. Universidade Federal de São Carlos, Dpto de Hidrobiologia. São Carlos, SP, Brasil. Acessado em 27/03/2011, as 10:53 hrs.

[8] INFOESCOLA. Coanoflagelados. Acessado em 27/03/2011, as 11:04 hrs.

[9] ESACADEMIC. Coanoflagelados. Acessado em 27/03/2011, as 16:04 hrs.

terça-feira, 15 de março de 2011

Raia

Nome popular:  raia  - (Ou ARRAIA)
Filogenia:                    Filo:  Chordata   
Classe: Chondrichthyes
Sub-classe: Eslamobranquii
Ordem:  Rajiformes
Famílias: Dasyatidae, Gymnuridae, Mobulidae, Myliobatidae,  Narcinidade, Pristidade, Rajidade, Rhinobatidae, Rhinopteridade, Torpedinidade. [3];[4]; [11]
Espécies: Aetobatus narinari, Narcine brasiliensis, Dasyatis centroura, Gymnura micrura, rhinoptera bonasus, Potamotrygon motoro, dasyatis geijskesi, Potamotrygon histrix, Potamotrygon constellata, Potamotrygon scobina, Paratrygon aiereba, Potamotrygon orbignyi, Potamotrygon schroederi, Potamotrygon castexi, Potamotrygon leopoldi, Potamotrygon signata, Potamotrygon brachyura, Sympterygia bonapartii, Atlantoraia platana, Plesiotrygon iwamae, Potamotrygon ocellata. [5]
Morfologia: Geral: as rais são peixes achatados dorso-ventralmente com as nadadeiras peitorais bem desenvolvidas e ligadas à cabeça, formando um corpo com formato de disco. Seu esqueleto é cartilaginoso, seu corpo é coberto por escamas placóides, sua boca localiza-se ventralmente, apresentam espiráculos para o processo respiratório, não possuem bexiga natatória, apresentam cinco pares ventrais de fendas branquiais, possuem fendas nasais ventrais. Algumas espécies possuem nadadeira caudal, todavia, no geral elas são ausentes, não apresentam nadadeira anal e suas nadadeiras peitorais são ligadas à cabeça e sem definições [11].
Szpilmann (2000 web 2011, pg. 27) apresenta as principais medidas e estruturas das raias (Fig. 01):

            Figura 01 – Principais medidas e estruturas das raias.
            Fonte: Szpilmann (2000, web 2011, pg. 27).

Morfologia de algumas principais espécies segundo Szpilmann (2000 pg. 116 a 119 e 122 e 123 – web 2011):  
- Narcine brasiliensis: (Treme-treme, Raia-elétrica) - dorso acinzentado com manchas marrom-escuras alongadas e ventre branco. Cabeças e nadadeiras dorsais fundidas. Pélvicas situadas na frente das duas dorsais. Possuem um órgão reprodutor de eletricidade em cada lado dos discos. Apresentam máximo de 54cm de largura e 5 kg. Os filhotes nascem com aproximadamente 10 cm de largura;
- Aetobatus narinari: (Raia-jamanta) - dorso cinza ou marrom-acinzentado com diversas pintas brancas, amarelas ou azuis, com formatos diversos. Ventre branco. Corpo losangular e largo com a cabeça bem pronunciada e o focinho projetado, formando um rostro achatado, olhos e espiráculos nas laterais da cabeça, dentes largos e achatados formando uma série simples. Peitorais grandes, triangulares e pontuadas. Pequena dorsal entre as pélvicas. Cauda longa e afilada com um a cinco aguilhões em sua base. Nadadeira caudal ausente. Pele lisa. Medem um máximo de 8,8 m de comprimento total, 3 m de largura e 227 kg. Seus filhotes nascem com 15 a 40 cm de largura;
- Rhinoptera bonasus: (Ticonha,  Raia-focinho-de-vaca) – dorso castanho-escuro apresentando tonalidade mais escura na cabeça, ventre branco. Corpo losangular e largo com a cabeça grande e pronunciada. O focinho apresenta uma grande depressão, tornando-o bilobado. Olhos apresentam-se nas laterais de cabeça. Dentes largos e achatados em forma de placas em ambos os maxilares. Peitos triangulares, grandes e pontudos. Cauda longa e afilada, com um a 5 aguilhões na base. Nadadeira caudal ausente. Pele lisa. Dorsal única situada na base da cauda entre as pélvicas;
- Manta birostris -  (Jamanta) – Dorso preto ou marrom-escuro. Corpo losangular e largo com um par de projeções carnosas flexíveis na cabeça (nadadeiras cefálicas). A boca está situada entre estas projeções. Peitorais triangulares e muito grandes. Apresentam uma nadadeira dorsal. Cauda relativamente curta e sem espinhos. Máximo de 5 m de comprimento total, 8 m de largura e 3 toneladas. Os filhotes nascem com 1 m de largura e pesam 15 kg;
- Rhinobathus percellens – (Viola) – Dorso marrom com pintas esbranquiçadas e ventre pardo-esbranquiçado. Corpo com formato de cunha, focinho pontudo e cauda grossa e alongada. Olhos grandes, dispostos no alto da cabeça junto com os espiráculos. Apresentam fortes espinhos dispostos em toda sua linha dorsal mediana. Nesta mesma linha, nas regiões mediana e posterior da cauda apresentam-se as nadadeiras dorsais. Nadadeira caudal bem desenvolvida. Máximo de 1,5 m de comprimento e12 kg. Os filhotes nascem com 15 cm de comprimento;
- Atlantoraja castelnaui – (Raia-chita) – Dorso marrom-alaranjado com diversas manchas negras. Ventre branco. Corpo losangular com a cabeça arredondada, não muito destacada e focinho pontudo bem pronunciado. Apresenta uma fileira longitudinal de espinhos no dorso, da nuca até a cauda. Cauda não muito longa, apresentando duas dorsais em sua extremidade, ausência de espinhos na base e nadadeiras dorsais bem pequenas. Máximo de 1,5 m de comprimento e 30 kg. Seus filhotes nascem com 15 cm de comprimento.

Chave para identificação visual das famílias das raias segundo Szpilmann (2000 pg. 46, web 2011), no Brasil: A raias da família Pristidade apresentam cauda grossa e alongada, com duas dorsais medianas e nadadeira caudal bem desenvolvida. Família Rhinobatidae apresenta focinho prolongado em forma de cunha; Torpedinidae e Narcinidae apresentam corpo em forma de disco; Rajidade apresentam cauda grossa e alongada, com duas dorsais em posição terminal, e ausência de nadadeira caudal; Gymnuridade apresentam cauda fina e relativamente curta; Myliobatidade, Rhinopteridade, Mobulidae e Dasyatidae apresentam cauda fina e longa.
Habitat: marinho, água-doce e estuarinas salobras. Vivem em regiões do talude continental, superficiais oceânicas, costeiras, rasas e até as mais profundas do oceano. Nadam sempre no fundo ou próximo à superfície. Existem famílias de raia Potamotrygonidae, endêmicas da América do Sul, que vivem exclusivamente em ambientes dulcícola [8].

Alimentação: são carnívoras, porém, algumas espécies apresentam uma alimentação bem variada, incluindo presas plantônicas, baleias e até outros elasmobrânquios. Ingerem também, crustáceos e moluscos bivalves bentônicos e até peixes [8], e de pequenos animais, como: vermes, caramujos e camarões. As táticas alimentares incluem emboscada, aproximação furtiva (espreita) e atração. Podem utilizar a prática do abalroamento, sugar, morder, filtrar, ou até mesmo uma combinação destas táticas. Atividades de forrageamento podem ser executadas por indivíduos solitários ou em grupos, todavia, não existem comprovações de cooperação entre indivíduos elasmobrânquios. As raias de águas interiores (Potamotrygonidae) alimentam-se de insetos aquáticos, peixes, crustáceos e moluscos [8].

Reprodução: Possui fecundação interna. A família Rajidade é ovípora e deposita seus ovos no ambiente, onde eles se desenvolvem e rompem. Esta família apresenta pico de postura no verão. Seus ovos são membranoso e retangulares possuindo prolongamento em cada vértice que servem para fixá-los ao substrato [9]; [11]. As demais famílias são ovovivíparas [11]. As fêmeas possuem útero, ovário e glândula nidamental, e os machos possuem testículos, glândulas clasper, espinhos, clasper e vesícula seminal [11].

Curiosidades: As raias (ou arraias) são K-estrategistas, ou seja, possuem crescimento lento, amadurecimento sexual tardio, período longo de vida, baixa fecundidade, mortalidade natura e uma estreita relação entre o número de jovens produzido e do tamanho da biomassa de reprodução [9].   A espécie Rioraja agassizi é endêmica do sudoeste da América do Sul no oceano Atlantico [10].

Nomes comum das variedades regionais no Brasil: arraia; raia; Jamanta, Diabo-do-mar, Morcego-do-mar, Peixe-diabo, Raia-jamanta, Diavolo-di-mare (na Itália); Treme-treme, Raia-elétrica, Temblador de mar (na Espanha); Raia-pintada, Narinari, Papagaio, Pintada, Raia-chita, Raia-leopardo, Ratão-Leopardo (em Portugal); Ticonha, Raia-focinho-de-vaca, Raia-sapo, Cara-de-vaca (em Cuba);  Viola, Guitarra, Viola-do-golfo (em Portugal), Raia-chita [1]; [11];  


Imagens:


REFERÊNCIA
[1] HOUAISS, Antonio. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro : Objetiva, 2001 (pg. 2658)
[2] FERREIRA, Aurelio Buarque de Holanda. Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa. 3. Ed. – Rio de Janeiro : Nota Fronteira.  (pg. 1641)
 [3] IHERING, Rodolpho Von. Dicionário dos animais do Brasil. Rio de Janeiro : DIFEL, 2002. (pg. 478).
[4] BARBOSA, Jose Milton. NASCIMENTO, Chirleide Marcelino do. SISTEMATIZAÇÃO DE NOMES VULGARES DE PEIXES COMERCIAIS DO BRASIL: 2. ESPÉCIES MARINHAS. <http://ppg.revistas.uema.br/index.php/REPESCA/article/viewFile/100/100>. Acessado em 03/03/2011, as 18:43 hrs.
 [5]  FishBase. versão (11/2010/).  A Global Information System on Fishes. <http://www.fishbase.org/ComNames/CommonNameSearchList.php?CommonName=Arraia>. Acessado em 06/03/2011, as 19:39 hrs.
[6] COSTA, Luciano;  CHAVES, Paulo de Tarso da Cunha. Elasmobrânquios capturados pela pesca artesanal na costa sul do Paraná e norte de Santa Catarina, Brasil. Biota Neotropica, On-line version , vol.6 no.3 Campinas  2006.  <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1676-06032006000300007&script=sci_arttext&tlng=pt>. Acessado em 06/03/2011, as 20:58 hrs.
[7] FishBase. <http://www.fishbase.org/Summary/OrdersSummary.php?order=Rajiformes>. Acessado em 06/03/2011, as 21:36 hrs.
 [8] AGUIAR, Aline Augusto. VALENTINI, Jean Louis. Biologia e Ecologia Alimentar de Elasmobrânquios (Chondrichthyes: Elasmobranchii): uma revisão dos métodos e do estado da arte no Brasil. Oecologia Australis, 14(2): 464-489, jun/ 2010. dói: 10.4257/oeco.2010.1402.09. <http://www.oecologiaaustralis.org/ojs/index.php/oa/article/viewFile/oeco.2010.1402.09/420>  Acessado em 06/03/2011, as 22:18 hrs.
[9] Stevens J. D.; Bonfil R.; Dulvy, N. K.;  Walker, P. A.. The effects of fishing on sharks, rays, and chimaeras (chondrichthyans), and the implications for marine ecosystems. ICES Journal of Marine Science, 57: 476–494. 2000  doi:10.1006/jmsc.2000.0724, available online at http://www.idealibrary.com  <http://icesjms.oxfordjournals.org/content/57/3/476.full.pdf>. Acessado em 07/03/2011
[10] ODDONE, MARÍA CRISTINA;  AMORIM, ALBERTO F.; MANCINI, PATRICIA L.; NORBIS, WALTER; VELASCO, GONZALO. The reproductive biology and cycle of Rioraja agassizi (Müller and Henle, 1841) (Chondrichthyes: Rajidae) southeastern Brazil, SW Atlantic Ocean. SCIENTIA MARINA 71(3) September 2007, 593-604, Barcelona (Spain) ISSN: 0214-8358. <http://scientiamarina.revistas.csic.es/index.php/scientiamarina/article/view/215/212>. Acessado em 07/03/2011, as 23:26 hrs.
[11] SZPILMANN, Marcelo. Peixes Marinhos do Brasil: guia prático de identificação.- Rio de Janeiro : M. Szpilmann, 2000. ISBN 85-900691-2-5. http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=QFxPltbITXcC&oi=fnd&pg=PA15&dq=familias+das+raias&ots=FCv51drs0G&sig=aJCKSVzY5KmLRoewaShMeC1u1W8#v=onepage&q&f=false.  Acessado em 08/03/2011, as 09:43 hrs.




quinta-feira, 3 de março de 2011

Tainha


Nome popular:  tainha
Taxonomia [3]:           Filo: CORDATA
Subfilo: CRANIATA
Classe:  Actinopterygii,
Subclasse: Neopterygii
Divisão: Teleostei
Ordem:  (48) Mugiliformes
Sub-ordem:  não apresenta
Famílias: Mugilidae

Morfologia: Peixes da família Mugilidae são abundantes em todo o oceano Atlântico. O gênero Mugil Lisa pode chegar a 1m de comprimento, apresenta corpo fusiforme e robusto, dorso verde-azulado e ventre claro com estrias escuras loingitudinais, nadadeiras pélvicas pálidas e base da peitoral com uma mancha negra [5]. Suas nadadeiras dorsal e anal são livres de escamas [6]. O gênero M. platanus pode chegar até 90 cm. De comprimento, seu dorso é verde-escruo, flancos e ventre prateados com estrias lingitudinais cinzentas [5].  
Habitat: águas marinhas tropicais e subtropicais, regiões costeiras estuarinas e lagunares (Menezes & Figueiredo 1985 apud [1]) [2]. Vive no oceano Atlântico, habita tanto litoral de todo o Brasil como nos Estados Unidos e Europa [7].

Alimentação: são herbívoros, alimentando-se também de detritos e matéria orgânica (Parejo 1991 apud [1]) 

Reprodução: O período de reprodução para a espécie M. platanus é de junho a outubro, na região estuarino-lagunar de Cananéia (SP) [4].


Curiosidades: São conhecidas sete espécies do gênero Mugil na costa brasileira: M. liza, M. curema, M. gaimardianus, M. incilis, M. curvidens, M. trichodon e M. platanus  (Menezes & Figueiredo 1985 apud [1]). São conhecidos no Brasil  como tainhas e paratis na região Sudeste e Sul e tainhas e curimãs no Norte e Nordeste [2]. Para a identificação das espécies são utilizados os caracteres externos, sendo estes o padrão de colorido, o número de séries laterais de escamas, o grau de escamação da segunda nadadeira dorsal e da nadadeira anal e o número de raios da nadadeira anal [2]. A espécie M. Platanus é considerada a maior de todas, podendo atingir até1 metro de comprimento, com até 7 kilos de peso [7].


Nomes comum das variedades regionais no Brasil: tainha-barbuda, tainha-de-rio, tainha-verdadeira. Tainha-de-corso, tainha-seca, tainhota, tainhota-voadeira. [5]; [6].


Imagens:


REFERÊNCIA

[1]  OKAMOTO, Marcelo Hideo. SAMPAIO, Luis Andre. MAÇADA, Armindo de Pinho. EFEITO DA TEMPERATURA SOBRE O CRESCIMENTO E A SOBREVIVÊNCIA  DE JUVENIS DA TAINHA Mugil platanus. Fundação Universidade Federal do Rio Grande – FURG – Departamento de Oceanografia – Laboratório de Maricultura. Atlântica, Rio Grande, 28(1): 61-66, 2006  . http://www.lei.furg.br/atlantica/vol28/Numero1/ATL07.PDF Acessado em 01/03/2011, as 09:56 hrs

[2] MENEZES, Naércio Aquino. Guia prático para conhecimento e identificação das tainhas e paratis (pisces, Mugilidae) do litoral brasileiro. Revista Brasileira de Zoologia. [online]. 1983, vol.2, n.1, pp. 1-12. ISSN 0101-8175. http://www.scielo.br/pdf/rbzool/v2n1/v2n1a01.pdf>       Acessado em 01/03/2010, as 10:26 hrs

[3] NELSON, Joseph S. Fishes of the world. 4th ed.  Library of congress Cataloging-in-Publication (pg. 456, 457, 458)

[4] Andrade-talmelli, Elaine Fender de. ROMAGOS,  Elisabeth. NARAHAR, Massuka Yamane. GODINHO, Heloisa Maria. Características Reprodutivas de tainha Mugil platanus (Tleostei, perciformes, mugilidade), da região estuarino-laguna de Cananéia, São Paulo. Revista Ceres 43 (246):165-185. 1996. <http://www.ceres.ufv.br/CERES/revistas/V43N246P01796.pdf >  Acessado em 01/03/2011, as 11:05 hrs.

[5] HOUAISS, Antonio. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro : Objetiva, 2001 (pg. 2658)

[6] FERREIRA, Aurelio Buarque de Holanda. Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa. 3. Ed. – Rio de Janeiro : Nota Fronteira.  (pg. 1641)

 [7] IHERING, Rodolpho Von. Dicionário dos animais do Brasil. Rio de Janeiro : DIFEL, 2002. (pg. 478).

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Baiacu

AUTORIA:  Adelaide

Nome popular:  Baiacu
Taxonomia:    Filo: CORDATA
Subfilo: CRANIATA
Classe:  Actinopterygii,
Subclasse: Neopterygii
Divisão: Teleostei
Ordem:  Tetraodontiformes
Sub-ordem:  Tetraodontoidei
Famílias: Tetraodontidae e Diodontidae

Morfologia: corpo coberto por escamas, placas ósseas ou espinhos ósseos curtos muitas vezes confinados (família: Tetraodontidae), outros possuem espinhos bem desenvolvidos e afiados (familia: Diodontidade). A família Tetraodontidade possui quatro dentes fundidos na mandíbula enquanto que a família Diodontidade possui 02 dentes fundidos na mandíbula. As nadadeiras dorsal e anal possuem de 7 a 18 raios, e a caudal possui 10 raios principais e raios não procurentes, moderadamente arredondadas. Costelas e epineural são ausentes Possuem esqueleto ósseo.  Algumas espécies podem chegar a 2 kilos.

Habitat: marinho, em águas salobras e doce, geralmente substratos lodosos e arenosos. Habitam o Atlântico, Índico e Pacífico, em ambientes tropical e subtropical. Algumas espécies ocorrem somente em água doce (ex: Cariontetraodon, Chonerhinos, Tetraodon)

Alimentação: organismos bentônicos – moluscos, crustáceos e algas.

Reprodução: As fêmeas liberam os folículos ovarianos os quais possuem alta concentração de tetraodotoxina na membrana vitelina, estimulando a liberação de espermatozóides pelos machos. O processo reprodutivo acontece no período de setembro a janeiro de cada ano.

Curiosidades: possui corpo inflável, fazendo a barriga inflar em situações de perigo, quando estão fora da água ou então para boiar, ingerindo água ou ar. Em algumas espécies, os espinhos ficam eretos somente quando o corpo é inflado. Nas vísceras, especialmente fígado e baço, concentra-se o veneno tetraodotoxina, da mesma forma a pele também armazena esta toxina. Estes peixes não possuem o veneno nos músculos. Algumas espécies, na época da desova, apresentam uma concentração maior desta toxina em suas gônodas, que age como um ferormonio feminino, atraindo os machos. Estas toxinas também podem ter aplicações medicinais, podendo ser utilizadas como sedativo respiratório e alívio de dores originadas de diversas doenças. 

Nomes comum das variedades regionais no Brasil: baiacu-ará; baiacu-arara; baiacu-areia; baiacu-bolsa; baiacu-bubu; baiacu-caixão; baiacu-cofre; baiacu-de-água-doce; baiacu-de-espinho; baiacu-dondom; baiacu-graviola; baiacu-guaiama; baiacu-guaima; baiacu-guará; baiacu-guarajuba; baiacuguima; baiacu-liso; baiacu-mirim; baiacuru; baiacuaçu; baiacu-panela; baiacu-pinima; baiacu-pininga; baiacu-pintado; baiacuru; baiacu-sem-espinhos; baiacu-de-chifre; baiacu-de-espinho-pintado; baiacu-fofo; baiacu-franguinho; baiacu-gorajuba;


Imagens:


REFERÊNCIA

FERREIRA, Aurelio Buarque de Holanda. Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa. 3. Ed. – Curitiba : Positivo, 2004.
HOUAISS, Antonio. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro : Objetiva, 2001 (pg. 378, 379 e 2712)
MARTINS-JURAS, Ilídia da Ascenção Garrido. JURAS, Anastacio Afonso. MENEZES, Naércio Aquino. Relação Preliminar dos Peixes da Ilha de São Luiz, Maranhão,Brasil. Revista Brasileira de Zoologia. S. Paulo. 4(2) : 105-113, 3. Viu, 1987.
NELSON, Joseph S. Fishes of the world. 4th ed.  Library of congress Cataloging-in-Publication (pg. 456, 457, 458)

ROCHA, Claudia; FAVARO, Luís F.  and  SPACH, Henry L.. Biologia reprodutiva de Sphoeroides testudineus (Linnaeus) (Pisces, Osteichthyes, Tetraodontidae) da gamboa do Baguaçu, Baía de Paranaguá, Paraná, Brasil. Revista Brasileira Zoologia [online]. 2002, vol.19, n.1, pp. 57-63. ISSN 0101-8175.
< http://www.scielo.br/pdf/rbzool/v19n1/v19n1a03.pdf>. Acessado em 23/02/2011, as 22:17 hrs.

SCHULTZ, Yart Damasceno; FAVARO, Luís Fernando  and  SPACH, Henry Louis. Aspectos reprodutivos de Sphoeroides greeleyi (Gilbert), Pisces, Osteichthyes, Tetraodontidae, da gamboa do Baguaçu, Baia De Paranaguá, Paraná, Brasil. Rev. Bras. Zool. [online]. 2002, vol.19, n.1, pp. 65-76. ISSN 0101-8175.
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